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CICLO CINEMAS DO MUNDO | DARATT

  • Cinema

16/02/2012 (19:30)

CICLO CINEMAS DO MUNDO

Quinta-feira 16 Fevereiro | 19h30
DARATT  de Mahamat-Saleh Haroun
 

França, Chade - 2006 - 1h35

Entrada Livre. Filme legendado em português.


COM: Ali Barkai, Youssouf Djaoro, Abderamane Abakar, Djibril Ibrahim, Aziza Hisseine, Khayar Oumar Defallah
ARGUMENTO: Mahamat-Saleh Haroun
FOTOGRAFIA: Abraham Haile Biru, Dana Farzanehpour
SOM: Dana Farzanehpour
MÚSICA: Wasis Diop
MONTAGEM: Marie-Hélène Dozo
PRODUÇÃO: Chinguitty Films
ORIGEM: França, Bélgica, Chade
ESTREIA EM FRANÇA: 2006
Presença em festivais
Mostra de Veneza (2006): Prémio Especial do Júri; Festival Internacional de Cinema de Toronto (2006); Festival Internacional de Cinema de Roterdão (2007)


Sinopse
Quais são as consequências da guerra civil no Chade? O desejo de justiça e de vingança. Daratt apresenta essa paisagem após a tempestade. A vida continua obstinadamente nos campos de ruínas e cinzas. Atim, jovem de 16 anos, recebe das mãos do avô uma arma para ir à procura do homem que matou o seu pai.
Um filme particularmente comovente que foi premiado em Veneza.

O realizador
Mahamat-Saleh Haroun, natural do Chade, estudou Cinema em Paris e Jornalismo em Bordéus, no início dos anos 80. Foi jornalista durante muitos anos mas só voltou ao cinema em 1994, com a curta-metragem Maral Tanie. A sua primeira longa-metragem, Bye-bye Africa, foi apresentada em 1999 e arrecadou dois prémios no Festival de Veneza, incluindo o de Melhor Primeira Obra. Três anos mais tarde filmou Abouna (Notre Père), que foi seleccionado para a Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes. Em 2006, o seu filme Daratt foi galardoado em Veneza com o Prémio Especial do Júri. O retrato dramático do conflito de gerações numa cidade cercada, que Haroun apresentou em 2010 em Un Homme qui Crie, valeu-lhe o Prémio do Júri do Festival de Cannes.

Sobre o filme
Um filme magnífico que visa a depuração. Umas poucas personagens apenas, uma natureza árida e esgotada pelo sol da estação seca, praticamente nenhuma música, raras falas de pessoas que nunca começam grandes discursos, um tempo dilatado como ainda se encontra nas sociedades ainda poupadas ao frenesim da modernidade, é o suficiente para apresentar uma dramaturgia monodimensional: perdoar ou não perdoar.
Jean Roy in L'Humanité

O olhar que mata transforma-se progressivamente num olhar que toca e que esculpe, com inteligência e sensualidade, a matéria frágil e complexa do mundo. Um olhar que nos comove infinitamente.
Amélie Dubois in Les Inrockuptibles

Ver o programa completo do ciclo em PDF

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